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Indicado ao Globo de Ouro pelo papel, Ansel Elgort contracena com Lily James em "Em Ritmo de Fuga" (Foto: Divulgação)
CINEMA

Mostra de cinema Heist leva histórias de criminosos ao CCSP

Entre os dias 1º e 10 de fevereiro, “Contra o Tempo, Heist Cinema” traz desde lançamentos como “Em Ritmo de Fuga” até clássicos como “Viver e Morrer em Los Angeles”

O termo “cinema Heist” identifica um subgênero no cinema de ação que conta a história de um criminoso – mais precisamente, o desenrolar de um crime. Trazendo filmes recentes como “Em Ritmo de Fuga”, de Edgar Wright, e “Bom Comportamento”, dos irmãos Benny e Josh Safdie, a mostra “Contra o Tempo, Heist Cinema” tem sessões entre 1º e 10 de fevereiro no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A programação inclui também clássicos como “Viver e Morrer em Los Angeles”, de William Friedkin.

O crítico Filipe Furtado, que participa de um debate sobre o tema no dia 10, destaca duas características principais desse cinema: a elaboração de um golpe, descrito com precisão; e o perfil dos criminosos, que Furtado separa entre aqueles superprofissionais e os anti-heróis fracassados. “Creio que o que sempre fascina os cineastas é a ideia de como o plano pode dar errado e obrigar o criminoso a improvisar”, explica.

Entre aqueles apresentados como supercompetentes, está a figura do motorista. No filme “Em Ritmo de Fuga”, Ansel Egort interpreta um jovem condutor que tem como combustível a trilha sonora de seu iPod. Ele é responsável pelo transporte de bandidos durante assaltos e busca realizar um último trabalho para se livrar do mundo do crime. “Pelo menos desde os anos 1970, com ‘The Driver’, o motorista é um tipo que sempre fez parte do gênero”, conta o crítico, citando o longa-metragem de Walter Hill. Na mostra, outros filmes estrelam essa figura, como “Drive”, de Nicolas Winding Refn, e “Colateral”, de Michael Mann.

Quanto aos anti-heróis, estes geram empatia no público, uma vez que, no cinema Heist, não costumam assaltar pessoas comuns, mas milionários, bancos ou cassinos. “Existe uma lógica de reparação do ponto de vista do espectador”, afirma o crítico. “O criminoso é simpático justamente porque incorpora questões econômicas à trama”. Essa caracterização está presente em filmes como em “Logan Lucky – Roubo em Família”, de Stephen Soderberg, que integra a programação.

Por Gabriel Fabri

Serviço: Centro Cultural São Paulo. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso. Próximo da estação Vergueiro do metrô. Centro. | tel. 3397-0001 e 3397-0002. De 1º a 10/2. Debate: Dia 10, 17h15.

Confira a programação completa em: http://centrocultural.sp.gov.br/site/eventos/evento/contra-o-tempo-heist-cinema/