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Renato Borghi fala sobre o ator Procópio Ferreira durante aula-espetáculo “Borghi em revista” (Foto: Divulgação)
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Centro Cultural Olido traz encontros com Renato Borghi

Um dos fundadores do Teatro Oficina, Borghi ministra aula no dia 22 e apresenta espetáculo “Fim de Jogo” no dia 23

O ator e diretor Renato Borghi, um dos fundadores do Teatro Oficina, leva sua vasta experiência teatral ao palco do Centro Cultural Olido em dois encontros: a aula “Borghi em revista”, no dia 22, e a montagem “Fim de jogo”, no dia seguinte.

Com foco no teatro brasileiro, o ensinamento em formato de espetáculo aborda toda a história dessa linguagem por meio de apresentação e conversa com o público. “A aula é um espetáculo porque é uma performance”, afirma o diretor Elcio Nogueira Seixas. “Terá projeções, fotos e música cantada por Borghi”, completa.

No encontro, serão mostrados o teatro de revista, com os grandes cômicos da década de 1930, o Teatro Brasileiro de Comédia, a revolução do Teatro de Arena e a fundação do Oficina, ao lado de José Celso Martinez Corrêa, incluindo, ainda, o teatro de resistência ocorrido durante o período da ditadura militar. Chegando, por fim, aos dias de hoje e como está a política cultural.

Já a peça “Fim de jogo”, baseada na obra de Samuel Beckett, conta a história de refugiados de uma terra devastada que jogam pela sobrevivência. Debilitados por suas deficiências físicas, o velho Hamm, interpretado por Borghi, é cego e paralítico, e Clov, vivido por Seixas, tem um problema na perna que o impossibilita de sentar-se. Ambos vivem isolados em um abrigo junto com as figuras de Nagg e Nell -personagens mutilados na obra original de Beckett e representados, aqui, por retratos dos pais de Borghi.

Recentemente, a peça foi encenada na sala do apartamento do próprio Borghi. O diretor conta que a ideia original era aproximar o texto do público e fazer uma espécie de teatro de resistência em um momento de crise, como um manifesto. “Lá fora, o ambiente é hostil para a cultura, então, vamos fazer uma trincheira dentro de casa e montar aqui mesmo”, comenta. A ideia deu certo e objetos da casa foram incorporados às apresentações em outros espaços.

Sobre a percepção da peça, Seixas explica que Hamm e Clov impõem limites a si mesmos, como um sinal de outro tipo de incapacidade. “A deficiência passa mais pela ideia de os personagens terem se conformado com esse destino que pela mutilação em si”, conclui.

Por Fernanda Matricardi

Aula Espetáculo: Borghi em Revista

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Dia 22 de julho de 2016 às 20:00

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Fim de Jogo

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Dia 23 de julho de 2016 às 20:00

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