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Pessoas com deficiência visual podem aprender braile e artes plásticas no Centro Cultural São Paulo (Foto: Divulgação)
CURSOS E OFICINAS

Biblioteca oferece cursos para pessoas com deficiência

As atividades acontecem na Biblioteca Louis Braille, entre os dias 18 de outubro a 15 de dezembro

Na busca de promover uma adaptação às exigências artísticas e do cotidiano de pessoas com deficiência visual, o Centro Cultural São Paulo realiza, na Biblioteca Louis Braille, duas atividades para facilitar a comunicação e expressão desse público: um curso de braile, que acontece entre os dias 18 de outubro a 15 de dezembro, e a pioneira oficina de artes plásticas, de 19 a 28 de outubro.

Segundo o produtor e instrutor Jair Barbosa, o curso de braile é ministrado em dois módulos, principiante e avançado, e é voltado para pessoas com deficiência, amigos, familiares e profissionais da área. Durante as aulas, os participantes têm a oportunidade de aprender a ler e a escrever em braile, na linguagem utilizada tanto no Brasil como em outros países. Apresentando um alfabeto mais extenso que o convencional, que insere simbologias e números, algumas mudanças foram introduzidas, atualmente, em seu aprendizado por aqui. As aulas também passam conceitos de informática e o básico em matemática. “Procuro ensinar o máximo que eu sei porque, além de ser uma disciplina de faculdade, tem que ser abrangente para que as pessoas com deficiência venham a ter noção de espaços e distâncias”, explica.

A novidade para este ano na Biblioteca é o início da primeira oficina de artes plásticas para pessoas com deficiência ou baixa visão. Esta foi pensada após a procura pelo público por um lado mais artístico. Para o produtor e artista gráfico Cássio Polegatto, as pessoas com deficiência têm mais acesso a outros tipos de arte, como a música. Em termos de artes plásticas, como a escultura, é mais restrito. “Em contato com as pessoas que enxergam, estas falam sobre pinturas, cores, obras de artes e coisas mais concretas. Mas, aquelas com deficiência visual não entendem”, explica o artista ao salientar a importância de trazer algo mais experimental e concreto para os alunos.

Por Bruna Pinheiro